The Clash Of Bruno Litio

 

 

 

Estes são os meus princípios, e se você não gostar deles... Bem, eu tenho outros.

 

Terça-feira, Novembro 11, 2008

Fim de Papo
Últimos dias como universitário!


Alguns dirão com extrema empáfia "já estava na hora". E o pior é que assiste razão, mesmo que em parte, a estes pregos. Após grande tensão nestes últimos 10 meses, finalmente está entregue a minha monografia de final de curso.

Escolhi um tema que era novo, original e no qual eu poderia criar bastante. NOT! Me arrependi ali por maio, quando vi que não tinha muita coisa que eu poderia pesquisar sobre Repercussão Geral no Recurso Extraordinário. Em resumo, trata-se de nova condição de admissibilidade do Recurso Extraordinário, na qual a parte deve sustentar que seu recurso se reveste de tema importante para a coletividade. (tentei ser o mais breve possível, então, patrulheiros de plantão, não me atormentem!)

Pesquisei bastante sobre o tema - e outros correlatos que interfeririam no texto final - e concluí que para fazer um bom trabalho precisaria de mais tempo. Por isso não me formei no semestre passado, me dedicando neste semestre letivo exclusivamente à Monografia.

Foi tanta pressão com o prazo, com a autodeterminação de fazer bem feito, de preciosismo com os detalhes, com a própria pressão... Que eu resolvi focar-me totalmente no trabalho nas duas últimas semanas, revisando e reescrevendo certos trechos dezenas de vezes para poder garantir que estava fazendo bem feito. Não pelo eventual receio de "repetir", mas como um pequeno marco da minha capacidade pessoal de fazer algo decente que marcasse a conclusão do meu curso de graduação.

Abre parênteses (Talvez isso me atrapalhe muito mais do que me dê prazer. A eterna necessidade de fazer marcos representativos de uma fase. Não posso fazer as coisas de qualquer forma; tenho que tentar o meu máximo para fazer o melhor possível. Isso é chato pra burro, principalmente morando em uma cidade onde as pessoas preferem que qualquer coisa seja feito de qualquer jeito... Pode fechar o parênteses) obrigado.

Depois de finalmente conseguir colocar o ponto final; de sair correndo 18h para colocar capa nas três versões oficiais que tinha que entregar; de gastar uma graninha para queimar um CD com duas cópias da monografia para os registros da PUC, faltava apenas pegar o documento assinado pelo meu orientador para partir para a faculdade e entregar o trabalho.

E valeu como uma Carta de Alforria, muito além de ser uma folha de papel. Ao sair do prédio do escritório do meu orientador pude reparar nos carros passando, nos pedestres passeando, no cheiro de batata frita da lanchonete do lado, nas crianças gritando - ok, isso talvez não seja tão legal assim. Olhei para o céu, encoberto pelas nuvens que escureciam o fim de tarde na Cinelândia, senti aquela eterna brisa que insiste em brisar por lá no meu rosto, agora insistindo em levantar minha gravata... Uma intensa sensação de alívio tomou conta do meu corpo, como um frio que começa no topo das costas e desce até os pés, mas ricocheteia e volta para a cabeça, extremamente relaxante, não obstante estar andando com uma mochila nas costas e com o sapato mais gasto do meu armário...

Cheguei na PUC, entreguei a bem escrita (nunca maldita, embora seja) e desde então venho tendo a melhor semana de sono despreocupado em muito tempo. Pouco sono, mas de uma qualidade impressionante.

Quinta-feira, Março 27, 2008

Lápis de Cera

Aqui no meu porta lápis tem um lápis de cera vemelho.

Sempre detestei estes meus lápis de cera vermelho. Pra quem não desenha, eles são bastante inúteis. Não se pode escrever muito com eles, não existe possibilidade de apagar o que se escreveu se escrever errado, enfim, não servem. No good.

Olhando para este solitário exemplar, fui me lembrando da história dele. Ganhei este lápis de cera em 1986(!). Fazia parte do material escolar do colégio que eu então estudava, o Batista Shepard.

Era necessário comprar uma caixa com 12 lápis de cera. Claro que a lista não dizia "de cores diferentes", mas meu pai não entendeu assim. Comprou 12 lápis de cera Faber Castell, vermelhos, cada um com um invólucro verde, que vinham em uma caixinha de uns 15 cm de altura, branca. Em 1986 estávamos apertados aqui em casa, e redução de gastos era a coisa mais importante na ordem do dia. Provavelmente foi este o princípio norteador da aquisição.


Nunca fui de desenhar. Os lápis de cera vermelhos foram se acumulando aqui em casa, pois eu realmente não os usava - se tanto, usei um único até o fim. Volta e meia eles me importunavam com a sua presença. Principalmente quando eu estava correndo, buscando por uma caneta ou algo do tipo para anotar um telefone - geralmente quando corremos mais e damos de cara ou com uma caneta seca ou, aqui em casa, com um lápis cera vermelho bronco.

Nunca vi muita utilidade neles, até 1996, quando tinha 14 anos e não conseguia me controlar, contando detalhes da minha vida pra minha mãe que, mui espertamente, utilizava depois destas histórias para me impor proibições.

Finalmente o lápis de cera vermelho tinha utilidade. Afinal, o que mais que eu poderia usar num móvel branco para escrever duas palavras ("Portas Fechadas") para me orientar no meu relacionamento com Dona Rosa? Vermelho, chamativo e tão eficiente.

À esta altura eu deveria ter só uns três lápis cera sobreviventes. Sempre que uma criança vem aqui em casa, um deles era utilizado, quebrado, lalado, enfim, subtraído.

Restou este único, antipático como sempre, já sem seu invólucro verde, no meio das minhas canetas secas, lápis sem ponta e clips tortos.


Acho que não vou me desfazer dele.

Sexta-feira, Setembro 14, 2007

11, 12 de Setembro
Dias que mudaram o mundo


Que 11 de setembro foi um dia que mudou a história do mundo, não é novidade para ninguém. Aliás, este ano lembra-se que passaram já (já?) seis anos da reação covarde dos oprimidos ao igualmente covarde achaque histórico dos EUA.

Os americanos tem uma cultura absolutamente fantástica. Pena que os valores que eu mais gosto na sociedade americana estejam em baixa ou simplesmente não são objeto de exportação (como o instituto do recall, o que faria a vida do Renan Calheiros um verdadeiro inferno).

De qualquer forma, mesmo com coisas absolutamente fantásticas, é de se impressionar que os americanos dêem tanta ênfase em vender para o mundo a imagem de truculentos fortemente armados. Na minha concepção, não muito diferente do que temos nas principais cidades brasileiras.


Falando nisso, neste feriado de sete de setembro fiz uma viagem maravilhosa à igualmente maravilhosa cidade de Curitiba. É muito estranho andar por vastos territórios urbanos de ocupação recente e caprichada. Sem dúvida é um exemplo para o Rio de Janeiro, particularmente a recuperação de áreas degradadas, tornadas parques para todos.


Voltando ao 12 de setembro. Nesta data, ano passado, foi minha entrada no escritório no qual trabalho até hoje. A experiência tem sido maravilhosa, principalmente no que tange à experiência no ambiente de trabalho jurídico, que afinal de contas será o meu ambiente de trabalho pelos próximos muitos anos.

É claro que nem tudo são flores, mas na vida, nem as flores são apenas flores. Meu momento atual é de contemplação ao meu futuro, de construção definitiva dos fundamentos que eu pretendo ter para o porvir. Deixando de lado aquela estabilidade que eu tanto me apegava e passando a concluir que o melhor plano é trabalhar, pois em última instância (e eu não me refiro ao STF) é a única coisa que faz a vida profissional decolar de fato.


Então um brinde. Um brinde principalmente para a Manuela, que me incentiva todos os dias a seguir esse caminho positivo, que convive comigo me mostrando as coisas belas que eu não conhecia ou não prestava muita atenção.




Como pode, um ano e dois meses de namoro e eu continuo apaixonado por esta menina?? Foi o que eu disse, quanto mais eu vivo mais eu me surpreendo!

Terça-feira, Agosto 14, 2007

Página Virada
Algumas considerações


Acabo de saber de algo que não envolve a minha vida. Mas que por algum motivo coloca um ponto final em uma fase da minha vida. Curioso esse sentimento de ciclos serem fechados sem minha interferência direta. Como se eu fizesse parte de um todo, de fato.

E olha que ano passado o que eu tive foram indícios claros que um ciclo estava fechado e que outro se abria. Mas, de certa forma, ainda havia um "contínuo". É estranho, mas neste momento a sensação que eu tenho é que tudo que me importava mais, digamos, num top10 de coisas que me importavam no Reveillon de 2005/06 não existe mais. Ou, se existe, já mudou tanto a sua forma que não _existe_ mais.


Estou trabalhando "like a log". Na última semana de julho eu abri e fechei o escritório todos os dias. O resultado é que acabei ficando doente e faltei na sexta passada. Nem meu organismo me aguenta mais... E agora começaram as aulas, agora que a vaca foi pro brejo.

E cá estou, quase quatro da manhã, acordado como se não tivesse, no mínimo, que estar no escritório amanhã onze da manhã, depois de ir pra faculdade sete da matina...


Eu gosto do meu blog. Sinto falta de escrever e ler depois, meses, anos depois, o que eu estou passando agora. Ou de me deparar daqui a alguns anos com inaceitáveis erros de português, ou o delirante uso de expressões idiomáticas das menos recomendáveis. Ou vendo meu linguajar pretensamente prolixo.


Vou passar a escrever mais aqui... [10]

Quarta-feira, Maio 09, 2007

Congresso Internacional de Direito Tributário


Hoje foi o primeiro dia do congresso. Meu escritório me inscreveu e eu achei ótimo, nem precisei pedir e sei que vou aproveitar bastante. Logo no primeiro dia surgiu um pepino no escritório e lá fui eu resolvê-lo no centro antes de me dirigir pro Sofitel. Cheguei pra ver as palestras da tarde. Foi uma palestra muito legal sobre o novo processo de falência, no caso, recuperação judicial, que busca evitar justamente a falência e o fechamento da empresa, com a conseqüente perda de divisas para o país e postos de trabalho.


No caminho, ainda com tempo, passei no Zona Sul pra comer alguma coisa. Pretendia comprar um docinho, e eis que dei de cara com um Toblerone diferente... Nunca tinha visto um Toblerone meio amargo!




Eu gosto dessa mistura de cores. Outra que eu gosto é a da Lotus do Senna na década de 80, preta e dourada. Até pensei em refazer meu uniforme no Hattrick =)


E parece que vão construir Angra III. Que bom!


Vou lá hibernar que eu não durmo nada há dias. Não estou reclamando, mas é um fato e está um friozinho gostoso... nham!

Segunda-feira, Maio 07, 2007

Agitando a Poeira
Dois meses sem post


Já está se tornando uma infeliz tradição minha ficar longos períodos de tempo sem escrever por aqui. Inclusive pensei recentemente em dar um fim ao meu blog justamente por esta falta de compromisso com ele.

Recentemente li o histórico do blog e vejo como mudei de vida e de pensamentos desde que o criei em 2003. Não deixa de ser divertido também notar como alguns problemas sérios que tinha então continuam indo e voltando, como o Sol em um dia nublado. Me dá uma estranha paz notar que convivo com coisas há quatro anos - ou mesmo mais - e continuo vivo e bem.


Tenho me sentido sugado ultimamente pelo dia-a-dia puxado que estou tendo. Só há duas semanas percebi que estou me alimentando muito mal - e foi só começar a me alimentar direito que já senti a diferença inicial na minha disposição diária. O engraçado é que eu ainda sinto alguma necessidade de ter um hobby. Mas sem tempo é que não vai dar para nada mesmo...


Falando em falta do que falar...

Espero que gostem =P


Fiz uma conta no xpg para ter 1GB de espaço online, assim posso postar minhas fotos mais confortavelmente, além de poder colocar musicas legais para meus 02 leitores ouvirem o que estou ouvindo. Vou fazer isso sempre que puder. Bem, não consegui fazer ainda funcionar direito, então vou apelar pro youtube mesmo: Art Brut - My Little Brother (video - abstraiam da filmagem, é de um fã tosco) (letra) (site oficial)


E como estamos no mês das mães, agradeço que deixem aí nos comentários sugestões interessantes para presentes. Tudo que eu penso minha mãe já tem, não precisa ou não valoriza. Como rola um desespero, aceito sugestões.

Sábado, Março 03, 2007

Advanced Global Personality Test Results
Extraversion |||||||||||||||| 66%
Stability |||||||||||||| 60%
Orderliness |||||||||||| 50%
Accommodation |||||||||||| 50%
Interdependence |||||||||||| 50%
Intellectual |||||||||||||||| 63%
Mystical |||| 16%
Artistic |||||||||||| 43%
Religious || 10%
Hedonism |||||||||||||||||| 76%
Materialism |||||||||||| 43%
Narcissism |||||||||||||| 56%
Adventurousness |||||| 23%
Work ethic |||||||||||||||||| 76%
Self absorbed |||||||||||| 43%
Conflict seeking |||||||||||||||| 63%
Need to dominate |||||||||||||| 56%
Romantic |||||||||||| 43%
Avoidant |||||||||||||| 56%
Anti-authority |||||||||||||||| 63%
Wealth |||||||||||| 43%
Dependency |||||||||||| 50%
Change averse |||||||||||| 43%
Cautiousness |||||||||||||||| 63%
Individuality |||||||||||||| 56%
Sexuality |||||||||||| 50%
Peter pan complex |||||||||||| 50%
Physical security |||||||||||||||||| 76%
Physical Fitness |||||||||| 37%
Histrionic |||||||||||| 43%
Paranoia |||||||||||||| 56%
Vanity |||||| 30%
Hypersensitivity |||||||||||||||| 63%
Female cliche |||||| 23%
Take Free Advanced Global Personality Test
personality tests by similarminds.com



Stability results were moderately high which suggests you are relaxed, calm, secure, and optimistic.

Orderliness results were medium which suggests you are moderately organized, hard working, and reliable while still remaining flexible, efficient, and fun.

Extraversion results were moderately high which suggests you are, at times, overly talkative, outgoing, sociable and interacting at the expense of developing your own individual interests and internally based identity.



É. Publicável.

Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007

Carnaval
Pneumonia, molho.. entre outras coisas.


Este post começa dia 15 de Fevereiro, a última quinta-feira antes do Carnaval.

Cheguei cedo ao escritório estranhando muito tudo aquilo: o trânsito estava uma maravilha, a Avenida Rio Branco tinha recebido uma decoração especial de Carnaval, não tinha nenhum daqueles passadores de papelzinho na rua (ok, um ou dois quando deveria ter cinqüenta...) Trabalho foi intenso como sempre, mas já esperava pegar um trânsito bizarro ao sair do expediente, pois como previa, todo mundo ia sair do Rio na quinta.

Errei redondamente. Trânsito zero na saída do trabalho em direção à Zona Norte.

No dia seguinte o centro estava deserto. Tão deserto que fomos liberados às 14h. Um dia tão atípico que até o pai da Manuela, que acorda sempre tão cedo, me ofereceu uma carona às 09 da manhã pro centro. Sombrio, em uma palavra única.

Chegou a noite e fui pra Pista Três, uma nova discoteca próxima à Matriz, que por ser do mesmo dono recebeu o sugestivo nome por ser "a pista três da Matriz" - depois eu que sou infame. Já tinha ido lá no meu aniversário dia 8, e foi muito legal, adorei o lugar com telão de cinema, ar condicionado que dá vazão, eficiente sistema de exaustão de cigarro...

Sexta não tive tanta sorte, o telão não estava lá - apesar de ser mais uma edição da Inferninho, que é uma festa que também utiliza-se de telão para, digamos, "atrações gráficas" (na verdade passam filmes cult eróticos levemente explícitos). O lugar também não estava tão legal assim, estava mais cheio, mais poluído... E o Edinho deu uma "refugada" no fim da noite, tocou uma seqüência que me deixou com saudade da minha casa, e assim sendo, parti.

Sábado, domingo e segunda foram passando, e pouparei meus 03 leitores sobre o que fiz nesses dias. Fazia planos de ir na RockIt! na terça, e teria ido, não tivesse acordado tão mal na terça. Ainda querendo ir no evento da noite, me mediquei como de costume para uma reles gripe: Trimedal, Redoxon, etc.

Nada. Piorei. Me assustei mas mantive a calma. Trimedal é o típo do remédio que me levanta na hora - e depois me coloca pra dormir, nossa, como ele me dá sono - mas me cura no máximo na segunda pílula.

De terça pra quarta tive a primeira noite de 39 graus de febre. Foram três seguidas, tomando agora xarope pra tosse, novalgina em uma mão, termômetro na outra. Inacreditável, exatamente quatro horas depois de tomar Trimedal era hora de tomar aspirina, senão era impossível completar as 8 horas do Trimedal sem uma extrema sensação de desconforto.

Comecei a melhorar um pouco na sexta, tanto que consegui viajar com a Manuela pra Miguel Pereira. Era aniversário de uma boa amiga nossa, a Estela. Lugar agradável, terceiro melhor clima do mundo, ar puro, não posso dizer que não me fez bem - fez. Tão bem que cheguei no Rio cogitando a hipótese de ir pra Matriz, afinal era Paradiso especial Punk 70´s e Hardcore...

Pff. Perdi a provável melhor Paradiso do ano. Piorei do nada, a febre voltou e eu preferi ir no Hospital domingo pela manhã. Quatro horas, um hemograma, 4 chapas de Raio-X: Pneumonia Bacteriana. Sete dias de gancho em casa para curar e não passar pra ninguém (aposto que o médico não ia me obrigar a ficar em casa se eu não tivesse dito que trabalhava em um escritório de advocacia...)


Vocês devem estar achando que o meu Carnaval foi uma droga né? Nada, foi muito legal! Apesar de ficar doente, foi uma semana inteira com a Manuela vendo TV, filme, conversando... E afinal, se ela me aturou numa doença com febre - quando quem me conhece sabe, eu fico três ponto oito vezes mais infame nas minhas tiradas, que diga o Romário que quase quis me matar com o trocadilho do açaí - ela vai me aturar nos meus melhores momentos também =)

Afinal, o que melhor eu poderia fazer no Carnaval? Sair em bloco - aliás, o que deu nesse povo este ano? Teve uns cinco mil blocos, só aqui nas pacíficas cercanias da minha casa teve quatro! - beber todas, tomar glicose na veia?

Prefiro Levofloxacino, Profenid e todo o carinho que recebi essa semana!


ps: mantive os posts nos dias 26!

Sexta-feira, Janeiro 26, 2007

Postzinho curto, só pra contar uma história que eu me lembrei hoje indo pro escritório.

1989, eu tinha sete anos. Uma prima minha - ue na época morava em Brasília - estava de visita ao Rio de Janeiro, e ficou na minha casa hospedada.

Conhecida pelo seu bom humor, às vezes chocante e inconveniente, ela já estava há duas semanas lá em casa e gostava de me tratar como o "punível-por-si-só irmão mais novo". De fato, se não me engano, ela é dez anos mais velha do que eu.

Enfim, chega de introdução. Estava eu pacificamente tomando meu banho diário, no meu banheiro da minha ex-casa. Não tinha chave na porta, mas isso não me incomodava, claro. O box era todo devassado, em plástico azul (era tipo uma banheira com "blindex" azul). Tranquilo. No worries in the world. lalala.

Do nada, a Joselita abre a porta do banheiro - que não tinha chave - e, sorrateiramente como uma gata, abre o box. "AH, QUE BOM QUE TÁ TOMANDO BANHO MESMO, PODIA ESTAR ENROLANDO HAHAHAHAHAH". Fecha a porta. Eu sequer parei de passar o shampoo.

Mas desde pequeno há duas características da minha personalidade. A primeira, conhecida por quem me conhece, é minha extraordinária capacidade de ver perversão em tudo. Sexualmente falando mesmo. A segunda é saber muito bem a hora de dar o "payback". La vendetta, como diriam os melhores.

19h. Seu namorado estava para chegar. Ela estava atrasada. Corria para o banheiro para tomar seu banho pós praia. O banheiro da minha mãe, que tinha chave, estava ocupado. Foi pro meu.

Quem me conhece já sabe o que eu fiz, eu não me arrependo e se tivesse oportunidade faria de novo.

Foi a primeira vez que eu vi uma mulher nua, e eu gostei! Aliás, lamento prima, mas minha memória fotográfica é muito boa. É claro que eu ainda estava começando na arte de me vingar, e não estava munido da minha câmera.


"Histórias Infantis de Bruno Litio" - subtítulo "É Desde Pequeno que se Torce o Pepino"

Terça-feira, Dezembro 26, 2006

Feliz Festivus!
Quem tá vivo sempre aparece


Poisé, dois meses depois retorno. Como diria a minha prima, "no news is good news", então imagino que ninguém tenha ficado preocupado com a escassez de movimento intelectual neste latifúndio improdutivo.

Entre as novidades deste período, na ordem de lembrança:
- Acabou o semestre letivo, foi um dos piores em termos de notas de todos os tempos. Certamente o menor tempo para me dedicar aos estudos contribuiu para isso. Se eu me arrependo? HA-HA!
- No estágio, ganhamos, perdemos e demos andamento a alguns processos. O início de Dezembro foi bem tenso por conta de uma boladinha que nos era devido e acabou não saíndo. A segunda instância às vezes é um pé no saco...
- O Ilusionista. Belo filme!
- Meu computador caseiro ganhou um pequeno upgrade com a compra, com meus dois primeiros salários, de um monitor de LCD de 19 polegadas escolhido a dedo. Não poderia estar mais satisfeito com meu pequeno quitute. Lembrando o Danilo, que dá nomes femininos aos seus monitores, esta aqui é a Rose. Mesmo nome da empregada robótica dos Jetsons.
- Meu computador do escritório foi fulminado por um pico de energia. Fiquei um mês sem computador e minha produtividade caiu bastante. Serviu pra demonstrar como faria falta =)
- Voltei à Consciência Cidadã. Poisé, o surto de produtividade foi grande e sobrou pra ONG também.


Esta semana vou trabalhar dia 27 e 28 - o que também ajuda a explicar porque estou aqui escrevendo em pleno Natal. Sem trabalho no dia 26 posso dormir até mais tarde =D Dia 29 o escritório fecha, e dia 31 tem a já tradicional festa de reveião na casa da Julia. As opções eram passar com a minha família num ap na praia de Copacabana ou ir pra casa de um amigo da Manuela, numa praia bem conhecida, muito próxima à Usina Nuclear, entre o Hotel do Bosque e a praia dos Coqueiros. Apesar de adorar lá e já há muitos, muitos anos, não tenho vontade de ir pra lá agora. Tenho muita coisa pra arrumar aqui em casa.

Feliz Festivus!
E um 2007 cheio de boas novidades e próspero para todos nós!

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